Sexta-feira, Março 30

"Levemente" passional...


Sabe... É que eu não quero te assustar, mas às vezes eu sinto que preciso dizer. Dizer assim, sem falar nada mesmo. Acho que é melhor desse jeito, faz mais o seu tipo de não se precipitar, e ao mesmo tempo corresponde ao meu jeito efusivo... De se precipitar!
É que... Eu não quero te assustar, mas as coisas não saíram muito de acordo com o roteiro... A questão é que eu deixei as coisas fugirem do controle (justo eu! Tão controladora...), a razão se perdeu no meio do caminho e o que ficou foi sentimento.
Quase sempre eu sou muito objetiva, clara e prática (na medida do possível... já contei que sou a própria contradição?), em outras palavras, um pouco “a frente do meu tempo”, e esse seu espírito de jovialidade me desperta uma leveza que há tempos eu não vivia. Com toda a experiência dos meus 20 anos (sim, isto foi uma ironia!) eu andava acostumada a estar sempre carregada, cansada e o pior: desiludida realmente com a vida! Mas esse seu jeito leve me resgata a vontade de ser e de viver tudo o que há de melhor. Obviamente isso não é uma responsabilidade sua! É só o meu jeito torto ou uma tentativa fracassada de explicar um pouco como eu me sinto quando estou com você, aliás, como eu me sinto o tempo todo, em saber que de certo modo, estou com você!  Mas é mais fácil resumir assim: eu me sinto bem! Você faz bem.
Nem sempre... Mas quando não faz eu também sei que não é culpa sua.  Você chega assim com o seu jeito todo simples e eu, com a intensidade mais vulcânica que pode existir, complico tudo! Explodo e aí, percebo o exagero e recuo, e me intimido ainda que não pareça. Mas eu juro que to conseguindo ser mais paciente e cautelosa. Ok, “conseguindo” talvez seja um pouco forte, mas estou tentando! Desculpe-me, mas é que por muito tempo andei acostumada assim. Além disso, é um tanto complicado não saber exatamente o que você sente ou pensa. Entenda que pra mim você é um enigma... Mas um enigma que eu acho, vale à pena!
E não desiste não, eu também valho.
Não se incomode se eu parecer distante ou mudar, é que eu também estou aprendendo com você a guardar mais o que sinto ao invés de falar. Estou tentando acompanhar o seu ritmo e ir mais devagar...
E... Como já disse, eu não quero te assustar, mas... Eu te gosto (que dizem que é mais do que adorar)... E muito!

Quarta-feira, Janeiro 25

Manual de instruções.


Eis que um dia me disseram: “Me passe instruções de como fazer Thais feliz” e, eu obviamente não sossego até achar uma resposta que possa exteriorizar, preferencialmente em texto, essas coisinhas aparentemente bobas  que me inquietam.
Pois bem, saber é muito simples, fazer também... só é preciso uma dose de paciência e duas de boa vontade. Sem mais rodeios, segue:
Embora pareça (e seja!) complicada, ela gosta de coisas simples... De rir à toa, de coisas bobas (essas que você normalmente fala). Gosta de se sentir importante e que façam com que ela saiba disso! Ela gosta de ouvir opiniões e poder expressar as suas sem julgamento. É cabeça aberta e normalmente topa novas descobertas e aprendizados, desde que não sejam antiéticos ou imorais (às vezes as ilegais podem entrar...isso não foi sério...talvez seja!).
Ela gosta de demonstrações de afeto, sem pudor, e de ser surpreendida. E gosta de saber que sentiram sua falta, e de que sua presença de algum modo é importante. Ela gosta de compartilhar o que se passa, e espera que façam o mesmo. Não gosta de rotina, mas precisa de segurança. 
Ela gosta quando você pergunta se ela está bem e também gosta de trocar SMS até de madrugada, e ela acha engraçado quando você faz ciuminho bobo!
Gosta que a vida seja o mais leve e descontraída o possível, mas que seja levada a sério!
Gosta de ser diferente dos outros (as) e de saber (ou se sentir) especial.
Sente necessidade de que estejam por perto mas precisa também de liberdade.
E ela não suporta mentira! Em hipótese alguma! Diga a verdade mais dolorida que possa existir! Mas não minta  jamais...
E o que faz a Thais mais feliz? O fato de se importar com isso, ou a tentativa de fazer.
Bem mais simples do que parece... E de certo modo, já estão acertando ;)

Sexta-feira, Janeiro 13

Marcas do que se foi...



Há pessoas que marcam nossas vidas para sempre. Uns preferem marcar de maneira positiva, outros, negativa. E há aqueles que não decidem ou não preferem marcar de modo algum. Mas marcam.
Eu marquei e ainda marco, positiva e negativamente a vida de muita gente. E todas elas eu escolhi. Não é falsa modéstia, é a lei da vida, acontece com todo mundo.
A grande diferença para mim é a capacidade inata de ignorar completamente os que marcaram de maneira negativa e de perpetuar os de modo positivo. Perpetuar no coração, na memória, nem todos eles eu ainda quero por perto.  Já os que passaram negativamente, é realmente uma pena, para eles! Eu ignoro e passa, pra mim! Para eles não, felizmente! Eu gosto e espero realmente que jamais se esqueçam e sinceramente acredito ser difícil ou quase impossível esquecer! Gosto realmente que minha presença no mundo seja um incômodo (sim, incomodar é com i!)!
Enfim, como tudo que eu faço, falo ou escrevo normalmente não segue o percurso planejado inicialmente, o foco da minha inspiração (ou falta dela, como queira) é falar sobre a superação (ou não) dessas pessoas e das atitudes das mesmas, que nos marcam.
Tudo o que é bom, guarde com você. Mas guarde mesmo! Aplique diariamente em sua vida reconheça os feitos dos outros em sua história, lembre,relembre, importe-se! Considere-os e o principal: agradeça-os! Agradeça aos que fizeram bem e aos que fizeram mal, estes principalmente, porque são eles que vão te fazem crescer e evoluir! E nesse “fazer mal” dizem que eu ajudei a evoluir muita gente! Infelizmente, como eu já disse os que não nascem com o “dom” de ser forte, precisam aprender! Desculpem-me, mas essa é uma coisa que eu nunca precisei aprender! Pois é, a vida sempre tão injusta não é? O que alguns lutam pra aprender, outros nascem sabendo!
Vejo então que minha missão pode estar quase completa, falta esclarecer algumas coisas (sim claro, esclarecer, porque ensinar seria muita pretensão de minha parte). Enfim: Quando algo que aconteceu em sua vida foi verdadeiramente superado, ele fica definitivamente para trás. Não importa o quão doloroso ou o quão marcante foi, se foi superado, ficou no passado!  Se você gosta de demonstrar e falar aos quatro cantos o quanto está feliz agora, depois dessa ocasião, depois de tudo que te fizeram, acredite isso não está superado! Simplesmente porque quando passa, não há necessidade de falar ou querer enfiar na cabeça das pessoas o quanto você (falsamente) é feliz, muito menos usar o nome de Deus para dizer a maravilhosa alegria que você sabe que na verdade, não sente! Ao pensar que está enganando os outros, a única pessoa que está sendo enganada é você!
“Picuínhas”, indiretas e necessidade de tocar no assunto a todo tempo, não te fazem forte diante dos outros, te fazem RIDÍCULO!
Busque a sua essência e o que te faz bem de verdade. Viva e deixa viver, esqueça! Se livre, desapegue das lembranças. Se sinta realmente livre pra ser feliz. 
O seu crescimento pessoal, suas experiências de vida, suas superações (ou não), suas dores e como você passou por elas (ou não passou) dizem respeito somente a você. E quando não se consegue controlar o impulso de “esfregar na cara” de quem fez mal, sinto decepcionar, mas isso não se chama superação. E muito menos você aprendeu a ser forte, maduro ou cresceu. Isso se chama unicamente: SENTIMENTO REPRIMIDO!

It's raining.



Chuva, vento, temperatura amena, nublado, introspecção.
A verdade é que eu prefiro o calor.
Sol, céu azul, limpo, claro, enérgico.
Mas o fato é que em dias como hoje (que coincidentemente é sexta-feira 13, o que pra minha falta de superstição não faz a menor diferença), é que eu me sinto mais inspirada, reservada, fadada à expressão.
Ler, escrever, pensar, refletir. Resolver a minha vida toda em um único dia. É assim que eu me sinto em dias chuvosos.
Para quem gosta de viver como se fizesse parte de um filme americano é o cenário ideal.
A chuva cheira à rotina, e eu gosto de rotina, talvez por isso me sinta assim...   O movimento nas ruas se intensifica, gosto de observar. Nos dias de chuva não se pode, normalmente, fazer nada além do que a rotina permite. Não se observa gente nas ruas entregando panfletos, não passam carros de som nas ruas fazendo propaganda, diminuem-se as buzinas, os vendedores ambulantes. Agitado e silencioso ao mesmo tempo. Gosto. Mas não muito. Não por muito tempo.
E nesses dias a imaginação flui. E eu penso ainda mais constante e intensamente nas coisas que (in)conscientemente eu desejo. Mas não posso. Calo.
Talvez por também não gostar tanto da rotina- sim, sou a contradição em pessoa! - eu prefira o calor. Verão não cheira à rotina, cheira liberdade! Agitação, intensidade, inconstância. Particularmente não encontrei melhor modo de definição.
E através dessas linhas pouco elaboras e sem propósito, que buscam somente dizer que eu realmente gosto de dias como este, de chuva! Mas não muito, e nem por muito tempo...

Quarta-feira, Janeiro 4

Futilidade é bom

BBB ainda nem começou e já está gerando polêmica. Não é de hoje que é só chegar Janeiro para os pseudo intelectuais vomitarem seu repúdio pela casa mais vigiada do Brasil.
Em qualquer esquina terá alguém para destilar todo o ódio do mundo por um simples programa de tv. E o discurso é sempre o mesmo: é fútil, não acrescenta em nada, não tem cultura, e por aí vai.
Eu adoro gente inteligente, adoro conversas inteligentes, adoro tudo o que me deixa um pouco mais inteligente, porque sem modéstia, eu já sou inteligente pra caralho e um pouquinho mais é sempre bem vindo. Mas sabe o que não suporto? Gente chata, gente clichê. E quer algo mais clichê e chato do que falar mal da futilidade?
Se para tudo na vida é preciso equilibrio, para a inteligência também. Ninguém precisa passar 24 horas do dia apenas alimentando o cérebro para provar que tem um. A diversão pela diversão faz bem para a saúde mental de qualquer pessoa, e não só faz bem, como é extremamente necessária. É a água que não deixa que o motor esquente demais.
Futilidade é perda de tempo. Sim, é. E a melhor coisa do mundo é ter tempo para perder. Infeliz da pessoa que não tem tempo para ela mesma, que não tem hora do dia dedicada às suas futilidades pessoais, ao seu riso descompromissado ou ao seu choro pré-adolescente. Seja assintindo BBB, novela, lendo o último livro da saga dos vampiros que brilham, do bruxo adolescente, ou cuidando da própria aparência.
Enriqueça-se culturalmente, leia livros bons, assista bons programas na tv (porque eles ainda existem), tenha amigos diferenciados e que te acrescentem em algo, estude, aprenda algo novo, ouça boas músicas, conheça novos lugares e novos povos, aprenda uma nova lingua, mas no fim do dia curta a sua futilidade pessoal, assista um enlatado americano, ouça uma música pobre, leia um bestseller e ria de uma piada suja.
Seja inteligente, seja fútil. Seja o equilibrio que seu corpo e sua mente precisam. Seja a pessoa que consegue conversar desde com o chefe da sua empresa até com a faxineira. Seja o que você é, sem medo, sem insegurança. Não prove sua inteligência para ninguém, use-a.


*Destaco que o texto acima não é de minha autoria. Gostei e resolvi compartilhar. O texto e os autores encontram-se em http://corramary.com/futilidade-e-bom/

Quinta-feira, Outubro 20

O homem da camisa roxa.




Boné velho, shorts surrado, chinelo gasto. Assim caminhava o homem da camisa roxa.
Era um domingo de sol. Aquele dia em que as pessoas almoçam com os familiares, preparam os melhores pratos. Matam o tempo, a saudade, jogam conversa fora, se aproximam.
Dois jovens conversavam na calçada. Apontou na esquina o homem, o homem da camisa roxa. Talvez por estarem expostos na rua, o homem se sentiu intimidado em abordá-los. Talvez fossem jovens demais para ajudá-lo. Talvez tivesse pensado que assim como os outros, eles também não se importariam. Mas se importaram.
E o homem subiu, e bateu de portão em portão, sob o sol escaldante, pedindo... Não se sabe o que ele estava pedindo. Mas por suas aparentes condições era fácil presumir. Comida? Dinheiro?
Sabe?  as pessoas não gostam que outras lhe batam à porta. E gostam ainda menos, no domingo à tarde.
Alguns até chegaram a atendê-lo. Mas o fato é que o homem passava sempre de um portão para o outro, de mãos vazias.
As pessoas não costumam ser muito caridosas no domingo à tarde... E não se pode culpá-las. Talvez até tivessem a intenção de ajudá-lo. Talvez não pudessem... Talvez não tivessem como ajudar. E talvez, realmente não estivessem mesmo se importando.
Não se pode julgá-las, afinal, era mais um pobre, preto, quem sabe bêbado ou drogado, desses que às vezes batem em nossa porta. Mas no domingo à tarde? Francamente...
Continuou sua insistente jornada de portão em portão. Não se faz idéia do que ele estava pedindo. Só se pode deduzir. Mas aquelas pessoas sabiam, e ele, o homem da camisa roxa, também sabia qual era o seu desejo, quem sabe sua necessidade...
Ele passava, as pessoas se esqueciam e ninguém se importou. Eles sim! Os jovens. Eles se importaram. Importaram-se, também não fizeram nada.
Atravessou a rua, dobrou a esquina, e lá se foi. O homem da camisa roxa.

Quarta-feira, Setembro 28

Das coisas que eu sei.



Eu não sei de muito. Na verdade não sei quase nada.
Sei muito menos do que deveria saber. Mas sei também de muitas coisas mais importantes do que muitas coisas que os outros sabem, e eu não sei.
Tão confuso e complicado quanto eu.
Andei sabendo, por exemplo, sobre o tempo.
O tempo não é curto ou longo demais, é apenas o tempo...
Se não o medíssemos em horas, dias, meses e anos, talvez pudéssemos compreender que ele é único e tão somente o tempo, e ele não nos falta! Não temos somente 24h ou uma semana, nós temos... Um tempo!
Como somos ligeiramente ingratos, normalmente não notamos o quão importante ele nos é, desperdiçamos sem lhe dar real importância, e assim, a falta de tempo, como a falta de muitas outras coisas, se dá com o desperdício.
Desperdiça-se o tempo guardando mágoas, rancor, brigando, preocupando-se excessivamente com aquilo que pouco te acrescenta. Desperdiça-se o tempo magoando, deixando de amar, deixando de expressar, de sentir, sendo preconceituoso, preocupando-se mais com a infelicidade do outro do que com sua própria felicidade.
Aos adeptos do desperdício de tempo, lembrem-se, esse processo ainda pode ser reversível!
Ganhe tempo sorrindo, amando, brincando, dormindo, dando atenção às pessoas que te amam. Ganhe tempo se fazendo feliz, dedicando-se aquilo que mais gosta, e fazendo os outros felizes.
Organize seu dia, planeje, CUIDE do seu tempo.
E planejar o tempo não significa viver sempre sob regras, é somente um auxílio para que se evite o desperdício.
Sempre há tempo e sempre é tempo de se ocupar com aquilo que te realiza e tem real importância.  E o tempo é tão importante quanto passageiro.
E não o apresse! Somente ele sabe a hora certa das coisas passarem, acontecerem, dar errado ou certo.
Mas apresse a si mesmo, pois o seu tempo passa, e acaba a cada minuto. E a hora de fazer tudo acontecer, é agora!



Quinta-feira, Setembro 1

Só existe uma coisa melhor do que sentir... compartilhar o sentimento.

Espere de mim toda e qualquer atitude. Todas.

Pessoas, acontecimentos...não precisam ser sempre bons.
As vezes pode ser ruim...
Só não pode ser mais ou menos!
Ta aí uma coisa que me incomoda: o tal do "mais ou menos"!

Vivendo e aprendendo.


Eu estou aprendendo a ouvir mais.
Eu estou tentando me importar menos.
Eu estou aprendendo a calar mais.
Eu estou tentando ser mais atenta.
Eu estou aprendendo a confiar mais .
Estou aprendendo a confiar menos... (o critério varia quanto à pessoa)
Estou aprendendo a guardar pra mim o que é meu.
Aprendendo a compartilhar menos os meus segredos.
Eu estou aprendendo a manter a minha privacidade.
Venho dando todo o tempo do mundo para mim...
Estou procurando dar valor ao que realmente merece.
E aprendendo que as pessoas não precisam de opinião em tempo integral sobre o que se deve ou não fazer,
qual conduta seguir (embora às vezes merecessem.). 
Calo.
Não por medo de ferir ( cada qual que se contente com suas verdades, doa a quem doer),
simplesmente porque algumas pessoas (assim como eu) têm suas verdades absolutas, portanto,
forçariam uma compreensão inexistente ao que digo, o que não levaria a lugar algum.
Não, nem tento! 
Perda de tempo.
Praticando a reflexão, o desapego. Cada vez mais ando com minhas próprias pernas.
Mudança, amor-próprio, egocentrismo. Ouvir mais, falar menos. Dose...canalização!

Terça-feira, Junho 7

Superego



E ultimamente venho pensando e me perguntando com certa freqüência: Quando foi que eu me transformei nessa pessoa fria e egoísta? Essa orgulhosa que não consegue mais admitir seus erros e ainda menos se desculpar.
Autoritarismo, senhora absoluta, a dona da verdade.
Aqui dentro, nos meus sentimentos e pensamentos continuo exatamente a mesma, mas minhas atitudes são um poço de contradição.
Deus, de onde surgiu tudo isso?
Eu e meu milhão de máscaras...
Aquela história de alma exterior conhece? Ela é quem alimenta a minha alma interior.
Talvez o que eu precise é que alguém me olhe e ainda veja em mim uma pessoa boa. Mais do que isso, que me digam “você é uma pessoa boa!”
Mas se nem meu próprio espelho é capaz de refletir isso, tampouco as pessoas reconheceriam em mim, o que eu mesma já não sou capaz de identificar.
Alguns classificam como crise de identidade... mas esse meu período está um tanto quanto extenso, cansativo já! Muito cansativo!
E assim eu me arrasto, cada dia com um novo pensamento, cada dia com um novo projeto de ação, mas sempre com o mesmo objetivo. E qual é mesmo o meu objetivo?
Acho que ficou perdido em algum lugar por aqui... Um dia quem sabe, eu hei de (re) encontrar!

Terça-feira, Maio 17


-Hei! Psiu, calma! Sou eu! – disse ele.
Será que é? Ainda é? Qual dos dois você?
O que me faz te amar, ou o que faz sofrer?
Se você for aquele em quem eu sempre aposto, sempre dou a cara à tapa, e apanho.
Se for aquele por qual eu busco sentimentos que pra mim nem se quer existiam mais,
se for aquele que apesar de tudo eu ainda consigo amar do mesmo jeito de antes, e ainda me faz sonhar e acreditar mais uma vez, então sim, é você!
- Olha pra mim, olha aqui pra mim: Eu te amo, eu amo você! EU TE AMO!
Eu também te amo, mas isso não apaga tudo que passou. 
Tudo bem eu não vivo de passado, mas é impossível perdoar
 ou esquecer tudo que aconteceu.
E novamente, como se já não estivesse cansada e ferida 
o suficiente, eu abro espaço pra esse amor mais uma vez.
É diferente dessa vez, tudo diferente. Eu espero.
Porque se eu me machucar de novo, te garanto, vai doer muito mais em você...

Segunda-feira, Maio 16

Amor que rima com dor... e a minha nostalgia?


Reviver você não estava nos meus planos. Lembrar que te amei e sentir que ainda te amo, foge a todas minhas regras.
Por que depois de tanto tempo tua sombra teima em me cercar e não me deixa em paz?
Eu vivia tão bem mentindo pra mim mesma e acreditando de verdade, que já não restava em mim absolutamente nada de você.
Mas foi a promessa, maldita promessa, eu sei! Eu jurei amor eterno. E porque tinha que ser assim? Tão mais fácil se tudo tivesse sido como eu sempre sonhei que nada nos tivesse separado, e tudo ainda fosse tão perfeito como no começo.
Saber que foi você e que continua sendo só você...
Que me conhece melhor do que eu mesma posso conhecer. Que teima em dizer que eu te amo e reluto, que sou teimosa, mesmo quando eu acreditava que realmente já não havia sentimento. Mas não. Você jamais vai conseguir me deixar seguir sozinha. E por tudo o que há de mais verdadeiro, eu juro que lutei e luto contra isso com todas as minhas forças!
Maldito amor!
Só pode ser... Me explica como passar meses sem te ver, não me faz te esquecer? Me diz como depois de anos eu ainda posso te conhecer como ninguém, ainda que estejamos longe. Reconhecer ainda em você tudo aquilo que era meu, e que eu sinto que ainda é.
Teria dado certo, seria perfeito, se tudo tivesse acontecido como eu planejei. Mas não, você não quis...
E por que depois de tudo que me fez... por Deus, eu não desejaria sentir ódio, apenas desprezo, é pedir demais? Antes fosse qualquer outro sentimento, mas amor?  tinha que ser justo amor?
O único ódio que consigo sentir é de mim mesma, e de minha tamanha imbecilidade.
Eu depositei em você tudo, tudo o que havia de melhor em mim...você jogou fora brincando... Faz idéia do quanto doeu, a maneira como ainda dói?
E sabe o que é pior? Eu não sinto ódio! Eu seria capaz de te amar exatamente como antes, como hoje...como ainda será amanhã. Não com a tolice e ingenuidade de antes, mas sem sombras de dúvida, com a mesma intensidade que nunca deixou de existir.
Eu escondi, guardei, reprimi, eu menti pra mim mesma! Eu acreditei em mim! E por ironia do destino até eu me trai!
A sua falta...as suas lembranças, jamais vão me deixar.
Se fechar os olhos, imagino e sinto perfeitamente seu rosto, seu cabelo, o toque, seu perfume, o abraço, o seu gosto, seu cheiro. Mas em seguida consigo lembrar também do seu desprezo e falta de amor.
Ninguém nunca soube de nada disso...não pela minha boca!
Alguns desconfiavam...vai ver dava pra notar a cada tentativa frustrada de acreditar em minhas próprias mentiras. Mas eu juro, eu acreditei!
Então me diz por favor: por que eu ainda te amo?
Por que é que não poderia continuar me enganando e te esquecendo aos pouquinhos, me diz, por quê?
Onde você estava quando eu mais precisei do seu amor? Era pedir muito que a vida continuasse mostrando que devíamos viver um para o outro?
E ainda que você tenha me procurado, implorado perdão e pedido pra que voltássemos a ser apenas nós, é tarde demais pra nós dois. Eu jamais conseguiria esquecer o que você me fez, o mal que me causou e continua causando. O que fui um dia já não me diz respeito, e o seu verdadeiro eu, aquele que eu amei, já não faz parte de você. Sou melhor sem você (essa é outra questão que venho negociando comigo). Seu amor me emburrece, me deixa cega, tola.
Ainda assim eu sei, nunca ocuparão o seu lugar. Eu perdi a minha capacidade de amar. Toda cota foi toda direcionada e esgotada com você. Eu não quero outra pessoa, eu não quero outro amor, você já fez doer o suficiente!
Mas eu estou bem, e continuo vivendo muito bem. Mesmo que suas lembranças teimem em permanecer em minha mente dia e noite...
Eu não quero ninguém pra me ouvir, eu não quero falar, não quero ninguém pra julgar...
E na madrugada quando ninguém pode ver ou ouvir, eu choro quietinha, sozinha. Não que a dor passe, mas alivia. Então na manhã seguinte eu sempre acordo bem! E vou vivendo assim, um dia de cada vez...




Domingo, Maio 15

Cheguei a conclusão de que sou a maior mentirosa que pode existir: consigo esconder meus sentimentos até mesmo de mim!
E assim eu acabo por acreditar que não sinto nada...

Desencanto.



Eu faço versos como quem chora
De desalento , de desencanto
Fecha meu livro se por agora
Não tens motivo algum de pranto

Meu verso é sangue , volúpia ardente
Tristeza esparsa , remorso vão
Dói-me nas veias amargo e quente
Cai gota à gota do coração.

E nesses versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre
Deixando um acre sabor na boca

Eu faço versos como quem morre.
                           Manuel Bandeira.


Quarta-feira, Maio 4

Quanta diferença...

Não sei por que as mulheres teimam em comparar os homens aos cachorros.
As diferenças são evidentes!
Cachorros são fiéis, leais, companheiros, sensíveis. Olham para você de maneira acolhedora quando você não está bem, te protegem quando pressentem perigo.
Fazem gracinha pra te ver sorrir, entendem quando você não está em seus melhores dias e ficam deitados quietinhos fazendo companhia.   Estão sempre prontos para te acompanhar em passeios ou tarefas, por mais simples que sejam, e não reclamam do tempo que você leva para se arrumar.
Também não reparam se você engordou, não reclamam se você chora ao ver um filme quando está na TPM. São a maior representação de afeto! Carinhosos e amorosos.
Quanto aos homens... bem, os homens... ...
Tamanha discriminação! E os cachorros saem perdendo...

Terça-feira, Abril 5

O vôo

Olhou para baixo e pulou. Sem pensar, sem analisar ou se importar com quem estava lá embaixo. Uma pequena multidão havia se formado nos últimos 15 minutos que ela passara sentada na beira do prédio, que portava 22 andares.
Não havia prestado atenção nas pessoas atônitas, aliás, nem sequer havia visto as pessoas!  Não sentou pra chamar atenção, para que houvesse clamor pela sua desistência... muito menos parou para pensar na vida, esta já não a importava mais.
Na verdade talvez nem ela soubesse o porquê sentou, afinal, estava decidida!
Não havia desespero e nem qualquer situação que quisesse repensar ou reviver. Na verdade parou para se dar a oportunidade de pela ultima vez, pensar...
Essa ultima reflexão veio somente para reforçar seus desejos, como alguém que quer e procura pelo fim há muito tempo.
Então pulou.
Pela primeira vez na vida obteve a sensação de liberdade.
E não se arrependeu. Fechou os olhos, abriu os braços. Ouvia gritos.
Sorriu. Lhe era agradável a sensação do vento cada vez mais forte nos cabelos, no rosto, no corpo inteiro...
Sensações intensas, breves, porém intensas...
E teve naqueles poucos segundos a mais absoluta certeza de que era exatamente aquilo o que procurava. Mesmo sendo por breves momentos, mesmo sendo os últimos...
Havia alcançado a intensidade de atitude e emoções que procurara a vida inteira.
Dizem que nesse momento passa um filme como uma espécie de replay em nossa mente. Com ela não. Até porque não considerava ter “vivido”, o seu primeiro momento de existência estava acontecendo agora! E com hora certa pra terminar. Então não haveria uma outra oportunidade pra pensar na VIDA.
Pensou como seria quando chegasse lá embaixo. Qual seriam as reações dos observadores, e, sobretudo, como seria depois...
Pensamentos, emoções, sensações... Tantos experimentos em tão pouco tempo. Adorou a experiência de voar...
Abriu os olhos, estava chegando.
Fechou-os novamente e respirou fundo.
E então, não voltou a abrir os olhos, nem respiraria novamente.

Terça-feira, Março 22

;D

Cada um tem de mim exatamente o que cativou, e cada um é responsável pelo que cativou, não suporto falsidade e mentira, a verdade pode machucar, mas é sempre mais digna. Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão. Perder com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem mais se atreve e a vida é muito para ser insignificante. Eu faço e abuso da felicidade e não desisto dos meus sonhos. O mundo está nas mãos daqueles que tem coragem de sonhar e correr o risco de viver seus sonhos. 
Charles Chaplin

Quinta-feira, Março 17

Pretérito-mais-que-perfeito.


Eu preferia o tempo em que a gente ria, passava noites em claro conversando e falando as nossas bobagens. Gravando vídeos que imaginávamos postar no youtube pra fazer sucesso, mesmo sabendo que só a gente assistiria. Quando as nossas ingênuas preocupações eram o maior problema do mundo. A prova do dia seguinte nos tirava o sono e ver o garoto dos sonhos nos fazia feliz durante o dia inteiro.
Eu gostava do tempo em que nossas paixões eram inocentes, do friozinho na barriga pelo primeiro beijo, de quando o passa-tempo preferido era escolher filmes ou conversar por horas e horas ouvindo música. Quando as ambições eram só sonhos, quando os planos eram de mentirinha, quando não havia uma real preocupação na vida.
Mas eu gostava mesmo é de subir no pé de manga, de brincar na chuva, de rasgar o queixo apostando corrida de bicicleta e ouvir broncas por chegar em casa suja e ser pior do que os moleques da rua.
Sinto falta de quando a nossa amizade era proibida e cada degrau que subíamos era uma conquista imensa.
Eu preferia passar as tardes tomando chá de erva-cidreira, comendo bolacha de água e sal, fazendo trancinhas no cabelo, cantando mais alto que a musica e na frente do cantor pra mostrar que sabia a letra.
Aquela época em que falar palavrão era pecado, que o recreio da escola era o horário mais esperado pra poder “pular elástico”, e depois da aula chegar em casa rapidinho pra brincar de cinderela.
Saudade do tempo em que competíamos para ver quem ia ter a maior nota, e ser a primeira da classe era o que mais importava no mundo.
 E de repente a gente cai de pára-quedas na faculdade, descobre que cresceu e precisa buscar ser alguém na vida.
Eu sinto falta das festas juninas da Igreja, de todos os meus velhos amigos, do grupo de dança da escola, das apresentações que eram a nossa maior emoção. Tenho saudade de todas as minhas descobertas e inicio de namoro precoce.
Devia ter acreditado quando me diziam que a infância e adolescência eram as melhores fases da vida. Com a mais absoluta certeza, hoje eu valorizaria mais isso.
Acredito sempre que o momento mais importante é agora, o presente, mas
eu amo tudo o que fez parte do meu passado, tudo o que me fez ser quem sou agora. Não que eu seja alguma coisa, mas verdadeiramente foram experiências valiosas.
E mesmo sendo ainda tão jovem, eu já sinto falta do muito que eu já vivi em tão pouco tempo.  
Pois é........nostalgia!

Sexta-feira, Março 11

E quando me amei de verdade, descobri que EU me basto!

Domingo, Março 6

...

Houve um tempo em que eu senti muito ódio, rancor e queria vingança a todo custo.
Hoje, sua presença não me incomoda, sua voz não me abala, ver você não me estremece.
Não sinto amor, não sinto ódio, não sinto dor.
Não tenho pena e foge ao meu interesse.
Não quero saber.
Não sinto muito. Eu não sinto...

Quinta-feira, Fevereiro 24


Pessoa discreta, recatada, de poucas palavras. Sem imposição, opinião ou influência sobre a vida de terceiros.
Silenciosa, fala só o necessário ou menos que isso. Elegante, normalmente passa sem ser notada ou chama atenção pela discrição. Introvertida, de poucos amigos, encanta pelo jeito doce e delicado. Fala suavemente e nunca altera o tom de voz.
Confesso que admiro e gostaria de ter algumas dessas características, mas definitivamente nenhuma delas faz parte da personalidade de uma pessoa influente, as vezes até mesmo manipuladora, que sempre deixa claro suas opiniões, mesmo que nem sempre esta seja requisitada. Fala de tudo o tempo todo, inquieta, hiperativa, impulsiva, intensa em completamente tudo que faz. Que gosta sim de viver situações de conflitos e sempre quer estar no controle de tudo, e se possível ser o centro das atenções. Não gosta de passar despercebida e que deseja todas as luzes voltadas para si.
Acho que a maioria das pessoas prefere conviver e se envolver com a primeira suposta pessoa, que absolutamente não sou eu!
Mas sabe que eu gosto de ser assim. Sei que assusto a muitos, mas isso definitivamente não me importa. Já disseram antes de mim “ eu não vim pra me explicar, eu vim pra incomodar”. É exatamente esse o caminho, porque eu gosto das coisas certas, mas não suporto conformismo. Eu crio tumultos, participo de conflitos, porque acho que devemos viver sempre em busca de mudança em  rumo ao que acreditamos. Houve um tempo eu que não sabia muito bem lidar com a tal da critica, mas com certeza hoje ela faz parte de mim e passei até mesmo a gostar dela. Muito melhor uma critica bem construída a uma boca calada sem opinião, ou que balance a cabeça para tudo o que dizem por medo de expressão, ou má interpretação.
Certamente muitos me odiariam só pela descrição, aquela velha historia do pré conceito...
Pois é, mesmo parecendo às vezes petulante ou impertinente eu gosto muito de ser assim. Que me perdoem os fracos, mas não estou aqui a passeio, muito menos pra aceitar todas as situações prontas e acabas sem qualquer reação. Mas preciso confessar que tenho dificuldade para conviver com pessoas de personalidade similar, vai ver a disputa e o costumeiro ciúme me incomodam.
Uma vez participando de uma gincana, uma amiga ao tentar me definir em uma única palavra disparou “autêntica”. Gostei muito e até concordo, mas se eu pudesse me auto definir eu diria... Intensidade, essa é a palavra!

Segunda-feira, Fevereiro 21

Sou hetero e minha mãe já sabe.



Então um dia eu acordei e tomei a séria decisão de ser heterossexual. Aconteceu naturalmente eu me olhei no espelho e me vi assim... no começo foi difícil me aceitar mas uma hora eu teria que definir minha posição, sair do armário como dizem por aí. Com certeza foi uma das decisões mais difíceis que já tomei. Conversei com algumas amigas e aí resolvi finalmente falar. Suei frio, gaguejei, faltou coragem no inicio, mas eu respirei fundo enchi o peito e disse: Mãe, eu sou hetero, não quero ser gay!
Vi sua expressão fechar ela não sabia o que dizer, mas me encarou e finalmente: Minha filha, eu te apoio e te respeito em qualquer que seja sua posição.
Nossa, aquelas palavras mudaram completamente minha vida e visão de mundo. Alguém me aceitava como eu era! Então eu decidi que um dia arrumaria um namorado, talvez casaria e quem sabe teria filhos. Não forcei a barra para que as coisas fossem assim, elas tomaram seu percurso natural.
Eu gosto e admiro os gays, mas os gays de verdade, daqueles que crescem com conflitos, passam pela fase da descoberta e a difícil aceitação e revelação, quando essa última acontece.
Dia desses conversando com uma amiga comentamos sobre essa nova era liberal do “ninguém é de ninguém” e a maneira como hoje as pessoas influenciam umas às outras quanto à orientação sexual. Acontece da seguinte maneira: uma menina percebe que prefere ficar com outras meninas, passa por todos os seus conflitos pessoais e etc, e então as amigas começam a achar a idéia interessante, e repentinamente estão todas “se pegando”. O mesmo acontece com os meninos. Entendemos é claro que adolescência é a fase das descobertas e da auto afirmação, das novas experiências e tudo mais, mas brincar de ser quem não é ou fingir gostar do que não gosta para ser aceito por um grupo ou simplesmente para chamar a atenção, é um conceito que verdadeiramente fica entalado! Eu não vou ficar com outras meninas sem sentir a menor atração por pessoas do mesmo sexo pura e simplesmente para mostrar que eu não sou preconceituosa ou que aceito todos os tipos de pessoas e tudo mais.
Porque assim como a hetero, a homossexualidade deve se dar de maneira natural e não forçada por mais uma onda dessas modinhas que estão por aí.

Domingo, Fevereiro 13

15 de fevereiro de 1985...


Houve um tempo em que as pessoas já não sabiam o significado da palavra amizade, as relações eram superficiais e pouco se importavam uns com os outros. Então, no dia 15 de Fevereiro de 1985, Deus resolveu criar alguém que mudaria esse conceito na vida de muitas pessoas. E aí nasceu uma pessoa chata, ruim e ignorante, com o coração maior que o mundo, com o maior espírito de doação que já vi, uma garra e força de vontade além do comum. Ela não age somente como amiga, ela é mãe, ela é irmã, é a palavra de conforto que você quer ouvir e é a bronca que você precisa levar.
Está fora de qualquer padrão que se possa imaginar, e realmente ela adora isso, está longe de ser o que se chama de comum. É autêntica, linda e extraordinariamente especial!
Uma criança boba, uma menina sonhadora, uma mulher que encanta.
Uma pessoa extremamente rara que não costuma se abrir com muitos, então os que se dizem seus amigos realmente tem muita sorte.
Fiel, amiga, leal...Eu me desmancharia em adjetivos e ainda assim jamais conseguiria qualifica-la inteiramente!
Amiga eu tenho muito, muito orgulho de ter você como parte do meu circulo mais íntimo de amizades. Eu agradeço a Deus por ter te colocado não só no meu, mas no caminho de todas as pessoas que estão a sua volta, e com toda certeza, te amam incondicionalmente.
De coração, você é uma pessoa admirável. A sargentona mais mole que já vi...
Eu desejo que Deus esteja sempre contigo, e que possamos comemorar juntas seus 16,15,14...(etc) anos. Que você tenha muita saúde para sempre nos aturar. Não desejo que seus sonhos se realizem porque eu sei que “O Cara lá de cima” está sempre preparando o melhor pra sua vida.Só desejo que ela seja repleta de amor,harmonia e paz.
O texto ficou um droga, não era nada disso que eu queria escrever mas...
Keyti Emanuele, Feliz aniversário, eu amo e admiro muito você!

Não vim de Marte.


É chegada a hora! Chega! Preciso confessar.
Eu me sinto diferente, nada me serve, eu não caibo aqui! Desde criança sempre foi assim.
Houve um tempo em que eu pensei que não existia, mas aos poucos as coisas se tornam mais nítidas e as percebo com maior clareza.
É fantástico, fecho os olhos e sinto as estrelas cada vez mais perto. São reluzentes, formadas por pequenos pedacinhos cintilantes. Brilham, ofuscam, encantam. Posso alcançá-las e cabem na palma da minha mão. São frias alegres e tagarelas.
Noite dessas conversando com uma foi que comecei a me descobrir. É sério, não sou humana! Eu sabia que não podia ser tão diferente assim...Eu sei você não acredita, mas não, eu não estou enlouquecendo, eu agora tenho plena consciência de onde vim e para onde vou. Sou capaz de apostar que você  me inveja por isso.
Elas riam de mim e para mim e passamos noites incontáveis conversando.
Sabe, cheguei a me lembrar esses dias dos famosos anéis, realmente são fascinantes.
E a maneira como cheguei até aqui? Espetacular , você não acreditaria!
Mas isso também não vou contar. Os meus mistérios, os meus segredos, prefiro guardar para mim. Para mim e para as estrelas, é claro.
Estou completamente atônita e gosto de mim. Sei que quando quiser retornar, todos lá estarão à minha espera.
Estou feliz, me sinto viva e sei que existo!
Sorrio. Sei. Sinto. Faz sentido. É... Você já pode saber: eu sou de outro mundo, eu vim de saturno.

Quem se define...

    
Eu gosto das coisas certas, sem reservas, tudo no lugar...
A simplicidade me encanta, sinceridade me ganha, o que é bom demais espanta, e cansa!
Inconstância me define, perfeição? deprime. Sim, alimento ódio e rancor.
Não que eu seja ruim, mas o sentimento de vingança não me deixa ser tão boa assim.
De nada esqueço e por mais que virasse do avesso, nada disso sairia de mim.
É cinza, chato, sem cor. Não acho bonito e não me orgulho disso. Mas tudo bem eu sei que irá passar, afinal, até uva passa...

Sexta-feira, Fevereiro 11

As Marias do Rio.


Maria, era apenas mais uma Maria. Brasileira, trabalhadora, aproximadamente 42 anos, pele parda, casada com 3 filhos em idades entre 12 e 21 anos. Mais uma sonhadora que levantava todos os dias as 6h para trabalhar e lutar para garantir o sustento dos filhos. Nada de anormal, era dotada de características que a maioria do povo brasileiro se identifica. Nascida em Campinas, interior de São Paulo, saiu de casa aos 15 anos com a promessa de conquistar mais do que dignidade e salário mínimo. Órfã de pai, deixou pra trás a única razão que a faria voltar um dia ao lugar onde teve uma infância tão difícil, a mãe Terezinha. Foi buscar novos ares em Teresópolis-RJ. Dedicada e sensitiva era fascinada por cheiros, especialmente o de flores, mas nenhum a encantava mais do que o cheiro da chuva. A sensação da terra molhada,ouvir os pingos delicados invadirem o solo sem pedir licença, com tanta ternura. Não havia dúvidas de que aquele era o melhor cheiro, o de chuva!
 Aos 18 casou-se com Augusto, com quem teve Pedro, Julia e João. Agora uma mulher casada e com filhos tinha novos rumos na vida e abandonou todos os sonhos individuais de quando mais jovem. 
Esforçava-se diariamente para manter a família unida e em harmonia e considerava-se de muita sorte por gozar de tamanha felicidade perante a família e os filhos. Sentia que mesmo tendo ainda 42 anos, poderia deixar a vida naquele mesmo instante, pois estava completamente realizada. Às vezes ainda perdia-se em sonhos e pensamentos, que desapareciam com a chegada do sorriso do marido ao abrir a porta depois de mais um dia de trabalho. Eram unidos, se amavam, e tinham uma família feliz,
O dinheiro ganho por Augusto certo dia em uma aposta, rendeu à família um pequeno negócio, uma padaria, que proporcionava sustento e trabalho a todos os membros.
Pedro passou no vestibular para uma universidade pública, realizando e orgulhando ainda mais os pais.
Como de costume se reuniram naquele réveillon, agradecendo por tudo o que houve de bom e fazendo promessas de melhoras e vida nova para o ano seguinte.

Teresópolis, janeiro 2011.
Era uma segunda feira comum, dia de trabalho e claro, rotina. Maria decidiu que iria mais tarde à padaria, tendo tempo para resolver assuntos domésticos. E de repente foi tomada por aquele cheiro, inebriante, aquele que tanto apreciava.E se perdera em pensamentos contando a quanto tempo não parava para prestar atenção...no cheiro de chuva!
Caía fina, suave com autoridade e uma delicadeza que só mesmo a natureza possuía. Na saída para a faculdade, Pedro parou na porta e olhou a mãe tão distante, sorrindo sozinha, olhando a chuva. O gesto o fez sorrir, e então fechou a porta, o barulho despertou Maria do transe que nem percebera ter entrado.
Passaram-se aproximadamente três horas até que Maria terminasse os afazeres e percebesse que não conseguiria sair de casa com o volume de chuva aumentando a cada minuto. Nuvens escuras e espessas, não notara tamanha a fúria que  a natureza havia tomado nas ultimas horas.
Relâmpagos, trovões, falta de energia, água muita água... não lembrava em nada a chuva fina que lhe trazia tanta tranqüilidade.
Um grito alto, angustiante de socorro, e Maria saiu à janela ver do que se tratava, no mesmo instante a água invadiu sua casa, levando móveis, lembranças, conquistas... o lar, o seu lar onde foi tão feliz com sua família. Pessoas eram arrastadas e agarravam-se em qualquer objeto que pudesse servir de ajuda. O desespero tomou seus pensamentos e se viu sem saída, sem ajuda e sem ter pra onde ir. E não havia aonde ir! Teve tempo de olhar para trás e ver um barranco despencando. Fechou o olho com lágrimas escorrendo e lembrou do sorriso de cada filho, do rosto terno do marido. E acabou. Não havia mais lar, não havia mais casa. Não sentiria o cheiro da chuva novamente, não se despediria nem veria novamente cada um dos seus filhos, nunca mais retornaria à casa da mãe.
Sem sonhos, sem planos, sem vida.
O número de mortos aumentava a cada dia, alguém comentou que o noticiário alertava para mais de oitocentos. Mais de oitocentas Marias soterradas. E o país estava atônito com tamanha desgraçada! Mas ninguém sentiu a dor e o desespero pela vida daquele povo. A fome, a calamidade, o caos. E em pouco tempo para o resto do país tudo aquilo seria esquecido, exceto pela retrospectiva no final do ano.
Ninguém conhecia aquelas histórias, ninguém sabia de Maria...
Só restou lama e água, muita água. Água da chuva que Maria tanto apreciava. A chuva que desperta a mente, a chuva que sacia a sede, a chuva que mata gente!

Quarta-feira, Fevereiro 9


Amigos homens não falam mal do teu cabelo, não nas tuas costas. Não invejam tuas roupas, não ficam te criticando por estar gorda demais ou magra demais. Não fica te pressionando pra agarrar aquele carinha na balada, te protege quando um estranho chega perto e fica de graçinha, não se irritam em ficar horas no telefone contigo quando teu namorado te trai ou te machuca. E o mais lindo e importante, te abraça sem medo do que os amigos vão pensar, te protege como um irmão, porque é isso que eles se tornam com o tempo, irmãos.
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=111220357

Terça-feira, Fevereiro 8

Minhas...

Existem pessoas que são especiais apenas pelo fato de existirem.
Pessoas que se entendem por afinidades, se respeitam pelas diferenças, se definem pelas qualidades e normalmente brigam por desacordos.
Não são metades que se completam... são pessoas inteiras que se aperfeiçoam por essência e tomam um espaço em nossas vidas, que verdadeiramente não se havia planejado.
Elas invadem com violência a mais pura e sincera maneira de amar. Te aceitam, te amam e te admiram exatamente por aquilo que vc é! Te despertam o mais ingênuo, verdadeiro e fiel amor que pode existir.
Não te abandonam, jamais esquecem-se de vc. As vezes deixam as próprias vidas de lado, mas vc sempre é prioridade! Uma relação de carinho e amor em que não se cobra nada...até pq nao precisa, (tá vai...a gente cobra sim!). Tdo se torna espontâneo e obrigatório onde nao havia razão nenhuma de ser quando se lembra que eram pessoas desconhecidas, e repentinamente mais do que importantes, elas se tornam essenciais! Impossível imaginar uma sem a outra...Uma mto chorona, outra mto mandona, uma mto insegura, e quanto a mim cabe a vcs três definirem...
Dá arrepio só de pensar que cada uma vai definitivamente tomar seus rumos em 2 anos...Mas sabemos que estaremos sempre ligadas!
Eu ouvi uma vez que amizades de vdd nao se faz na faculdade...Somos a prova viva que contraria a teoria.
São poucas as palavras e vazias em significado quando se deparam com a importância de vcs pra mim...
Dispensaria destinatários se eu nao fizesse tanta questão... (Demorou mas saiu ;) 
MEU QUARTETO FANTÁSTICO, essa é pra vcs ;)